Piqui e Valdeto Ferreira, um vem e outro vai, e os próximos passos da política em Niquelândia

O merecido destino do prefeito e do vereador

Por Semaías Pereira 29/10/2017 - 15:00 hs
Piqui e Valdeto Ferreira, um vem e outro vai, e os próximos passos da política em Niquelândia
Vereador, Erivaldo Piqui, prefeito Valdeto Ferreira, e Gracilene Batista

Para que que o bom coração do niquelandense esteja preparado e que a cidade não seja tomada de surpresa, essa é uma das nobres razões porque a coragem e bom senso de justiça mim conduz a escrever este artigo, embora em tom profético, mas o assunto são os passos últimos na política da nossa querida e centenária cidade de Niquelândia. 

 

Quando o não eleito vereador Reginaldo Rocha foi alçado a câmara municipal de nosso município, tomando o lugar do então vereador eleito Erivaldo Mendanha (Piquí), e este vencedor ainda que por um voto; o senso comum em todo coração que assistiu os dez meses de vereança do peemedebista, não foi outro se não de um quadro geral de injustiça eleitoral praticada contra a vontade do povo. Todavia, estâncias superiores de nosso ordenamento jurídico faz da justiça brasileira ainda que tardia, sensata e correta em seu juízo final. E graças a essa correção e nobre decisão do Superior Tribunal Federal é que significativa e justa mudança ocorre na casa de leis de nosso município. 

 

A sabia decisão do Superior Tribunal Federal (STF), coloca também em alerta e com os dias contados a frente da prefeitura municipal o então prefeito Valdeto Ferreira. Embora eleito com uma larga diferença de votos, o seu pleito eleitoral foi de todo correto, mas não o foi e não estava preparado e nem com situação regular perante a justiça eleitoral de nosso país, a sua personalidade ou pessoa jurídico eleitoral. 

 

É como o atleta que chega em primeiro lugar, vence a prova, mas descobre-se no final que o mesmo não estava inscrito para a corrida. Ainda assim com força e poderio de uma liminar foi data ao atual prefeito a oportunidade de conduzir o município até hora oportuna, e lá se vão dez meses de uma administração pública, marcada pela palidez político administrativa, e como em sua gestão anterior, que ocorreu a mais de duas décadas, incapaz de gerar emprego e renda, sem criatividade administrativa e como nuvem carregada sem água, o gestor de nossa cidade, aponta a crise, as dividas deixada por seus antecessores, enquanto escarnece de quem necessidade do básico nas áreas de saúde, educação e segurança. 

 

Um dos lados mais sombrios que reconheço no poder político é a incapacidade da grande maioria dos administradores com a coisa pública, e a força com que se agarram a função que o povo lhes confiou, mesmo estando conscientes de que não serão bem-sucedidos no cargo para o qual foram eleitos. Diante disso a derrocada na saúde, educação, segurança e o sucateamento do que pertence ao povo, é quase que inevitável. Mas graças ao lado justo de nosso ordenamento e o bom senso de justiça de nossos ministros o atual prefeito será auxiliado, e diante de sua incapacidade em reconhecer as limitações diante do grande desafio, e sua incapacidade em sair, o mesmo receberá grande e justo préstimo do (STF), e será sacado do poder. 

 

É digno de nota que a possível decisão do Superior Tribunal Federal, em mudar os rumos do executivo em Niquelândia, nada tem a ver com a maneira com que o atual prefeito tem tratado a coisa pública, mas sim em fazer justa correção a decisões de tribunais inferiores. Infelizmente os meses em que o então prefeito está no comando da prefeitura estão longe de serem marcados como sendo de uma administração justa, correta e voltada para interesses da comunidade, e no que respeita ao povo, esse tem sido lembrado como nos idos da década de 1990, que se deem a eles o sopão, alguma sorte, lançada de alguma sobra de arroz ou feijão, como se esse arcaico modo de fazer política, não fosse mais tolerado e nem mesmo adotado.

 

Para alguns serão novidade, mas os bons olhos que percorreram cada palavra desse artigo não o será mais, quando virem assumindo o comando da prefeitura municipal o segundo colocado da última eleição; ontem essa não seria a vontade do povo, mas diante do governo que aí está, decerto, a cidade voltará a sorrir, ou se não que nossas ruas sejam tomadas de vivas e vibrantes cores e números de uma nova eleição, mas esta possibilidade diante daquela é improvável.  Piquí e Valdeto Ferreira, um vem e outro vai, o merecido destino do prefeito e do vereador. E que venha a prefeita, e tomara que esta conduza os rumos de nossa querida e amável cidade como boa mãe, zela e protege seus filhos. Decerto, assumirá os rumos de nossa cidade não pela força do voto, mas pelos caminhos de justa e merecida correção jurídico eleitoral. 

 

Semaías Pereira, é, pastor evangélico, presidente do conselho de pastores e líderes evangélicos na cidade de Niquelândia, e estado de Goiás (COPLEN e COPLEGO); atual presidente do Conselho de pastores e líderes evangélicos do Brasil (COPLEB); formando em Direito, escritor e presidente do PSL – Niquelândia.