Patética: Oposição e situação aguardam com ansiedade o “sepultamento” político do prefeito Valdeto, para definir os possíveis nomes que concorrerão às eleições suplementares de 2018

Na ausência de um líder sobram-se os grupos.

Por Semaías Pereira 13/02/2018 - 16:49 hs
Patética: Oposição e situação aguardam com ansiedade o “sepultamento” político do prefeito Valdeto, para definir os possíveis nomes que concorrerão às eleições suplementares de 2018
Oposição e situação aguardam com ansiedade o “sepultamento” político do prefeito Valdeto Ferreira

O mês de fevereiro de 2018 encetou-se com a cassação da chapa que elegeu o prefeito de Niquelândia, Valdeto Ferreira e seu vice Celino Correa. Gaudêncio é nome de uma avenida da cidade, mas essa palavra é a que melhor define a mais extrema alegria dos niquelandenses com a cassação do prefeito “ficha-suja”, e da chapa que o elegeu. 

 

Gaudiante o pequeno município do norte do Estado de Goiás, vive um contraste consigo mesmo, o festejo pela vitoriosa conquista da sociedade em tirar de linha mais um político acusado de desviar milhares de reais da educação, quando de seu primeiro mandato na década de 1990, ainda não se tornou em uma visível aliança que poderá eleger o novo prefeito, pelo contrário, têm lhe dado dia após outro com a frágil oposição e situação política do município diante do prefeito Valdeto já condenado e cassado pela justiça eleitoral, mas que ainda permanece no cargo, aguardando a publicação do acordão.

 

Para alguns especialistas ouvidos pela nossa reportagem, a situação se assemelha a de alguém que veio a óbito, mas que se encontra ainda na fúnebre sala nobre, em seu último ato de despedida e adeus de sua causa, até que venha a autorização, para ser retirado de uma vez por todas, posto que o decrépito já cheire mal. 

 

GRUPOS POLÍTICOS


As dezenas de partidos políticos do município parecem longe de chegar a um consenso sobre qual o melhor nome para representar a municipalidade, nessas eleições suplementares. 

 

Algumas dezenas de pré-candidatos já surgiram aqui e acolá, entre esses estão o engenheiro Xisto Damas, o vice-prefeito Celino Correa, Josias Generoso, “Boda”, o ex-vereador Weder Chimango “Denguinho”, os vereadores Eduardo Salgado, Erivaldo Mendanha (Piqui), e Saulo Adorno, a primeira dama Conceição Veloso, o ex-secretário municipal de saúde e pastor João Dias, o médico Fernando Carneiro, o ex-vice-prefeito do município José Antônio, vulgo Zé do Gole, além de uma dezena de outros nomes, sem citar ainda os ex-prefeitos Ronan Rosa Batista, Luiz Teixeira e um dos sacros nomes da politica niquelandense a ex-primeira dama do município Gracilene Batista.  

 

Mas o que a sociedade já percebeu e teme é que até o presente momento, tudo não tem passado, de uma velha tendência já pré-estabelecida; são os chamados grupos políticos, ou consorcio de partidos, que se unem em prol de um ideal de política facciosa e terminam por desprezar os sólidos e verdadeiros anseios da população. 

 

Sobram-se grupos políticos e faltam os verdadeiros políticos, homens ou se quer um homem, com espirito e alma e ainda o coração voltado em solucionar os problemas triviais da municipalidade. 

 

Calor humano, projetos políticos e sociais não de um grupo, mas que partem de uma respeitosa e saudável alma com espirito republicano disposta a apresentar a seus eleitores não a súcia que o acompanha, mas o desejo e cristalino proposito em colocar a capital do níquel outra vez na rota do crescimento e geração de emprego e renda, sem ficar na permanente dependência do precioso, mas oscilante minério. 

 

A longeva lista de pré-candidatos a prefeito, não passa de ledo engano e escarnio para com os eleitores, prova disto é que a maioria desses não tem condição partidária em se quer registrar candidatura, sejam por problemas judiciais, ou tacanha aprovação dentro de seus próprios grupos políticos, são homens sem propósitos ou razão e que sonham com a administração pública como se estivessem caminhando rumo à lotérica sorte; o bilhete premiado, onde se ajeita a custa da maioria sua penúria financeira, e ainda organiza-se o “lado” de familiares, amigos e aliados, enquanto os milhares de munícipes seguem a bancarrota. 

 

Quando não se tem mais um desejo pessoal pela urgente necessidade de transformação política, estamos diante de um atestado e declaração divorciada de qualquer compromisso pessoal ou coletivo, de se buscar e viver um sacrifício único e pessoal a favor da maioria. 

A ausência de sacrifício pessoal e político, a não entrega do “eu”, e morte dos mais tentadores desejos de gloria e espirito elevado diante da árdua responsabilidade em gerir as regras e receitas de uma cidade, têm levado muitos políticos pelo mesmo caminho, que tem passado o condenado prefeito de Niquelândia, de codinome “mãos-sujas”. 

 

A PRECARIA SITUAÇÃO DO MUNICIPIO


O município de Niquelândia fica a 300 km, da capital do estado de Goiás, entre os duzentos e quarenta e seis municípios goianos, a capital do minério é o maior de todos em extensão territorial, e tão grande quanto é o seu chão e riquíssimo solo, em precisíssimos minérios e belezas naturais, também em primeiro lugar está a cidade como principal devedor do estado de Goiás, e ainda ocupa primazia entre os mais cinco mil municípios brasileiros, onde o antigo Povoado de São José do Tocantins, fundada em 1755, e hoje emancipada como Niquelândia Goiás está entre os quinhentos maiores devedores do Brasil. 

 

O sonho pessoal de Abraham Lincoln, fez grande a América, vencendo a todo tipo de ostracismo, escárnio e zombaria política, por parte da imprensa, Donald Trump, que para alguns não passava de o “bobo” da corte, foi eleito presidente dos EUA, e deu a América outra vez o seu estilo messiânico. Que nossa cidade possa ter entre os seus, alguém com o  espírito agigantado e disposição pessoal e eleitoral não só para concorrer ao vacante cargo de prefeito e vice, mas dar a se mesmo, como entrega sacrificial e grande sabedoria e iluminação ao oficio da vida publica que é mais que um meio de vida, é sagrado, é fazer e viver, sonhar e conquistar não para se ou para os seus, para que todos tenham uma cidade digna de se viver, uma NOVA NIQUELÂNDIA, à qual todos temos  e teremos orgulho dela. 

 

Na ausência de um líder sobram-se os grupos

 

Semaías Pereira, é, pastor evangélico, escritor, presidente do conselho de pastores e líderes evangélicos na cidade de Niquelândia, e estado de Goiás (COPLEN e COPLEGO); atual presidente do Conselho de pastores e líderes evangélicos do Brasil (COPLEB); formando em Direito, escritor e presidente do PSL – Niquelândia.