Cobra de duas cabeças: Valdeto e Leo Ferreira (tio) e (sobrinho), e a continuação do mais famigerado governo desde a histórica emancipação política de Niquelândia

Léo Ferreira, é apenas a segunda cabeça de um corpo sistematicamente programado antes mesmo do dia 1º de janeiro de 2017

Por Semaías Pereira 03/05/2018 - 20:26 hs
Cobra de duas cabeças: Valdeto e Leo Ferreira (tio) e (sobrinho), e a continuação do mais famigerado governo desde a histórica emancipação política de Niquelândia
Ex-prefeito Valdeto Ferreira e seu sobrinho e atual prefeito (interino) Léo Ferreira

Estava escrito! Mas essa escrituração não é de origem religiosa e tampouco tem alguma ligação esotérica ou aliança magica com os poderes das trevas, pelo contrário o plano político que mergulhou a capital goiana do precioso e raro minério em sua mais grave crise moral, política e financeira, começou a ser desenhado pelas salas escuras e reuniões sombrias do então prefeito eleito de Niquelândia, no final de 2016, tão logo foi confirmado seu bom êxito sua nas eleições municipais daquele ano. 

 

A consciência e mente política do recém-eleito gestor niquelandense para seu segundo mandato à frente do executivo municipal, em vez de entregar-se aos festejos de uma campanha regrada às custas do sacrifício pessoal e político de dezenas de seus aliados, passou a ser consumida pela certeza absoluta de que seu mandato à frente da prefeitura municipal seria tão longevo como é a brisa da manhã, que em questão de horas já não existe mais. Mas qual mente, por mais excelente que fosse sua sagacidade jurídica e político-eleitoral poderia imaginar que o processo que elegeu Valdeto Ferreira e Celino Correa, já nascia cheio de vícios jurídicos e de origem contaminada? Eleito para sua segunda gestão à frente da prefeitura de Niquelândia, o prefeito Valdeto, era uma espécie de ressurreto entre seus pares, depois de amargar mais de vinte anos de ostracismo na vida pública.

 

A mente política e a consciência pessoal de Valdeto Ferreira e pouquíssimas pessoas do seu círculo familiar, conheciam de perto, a situação dolosa do recém eleito prefeito junto a justiça eleitoral, enquanto a ansiosa população aguardava com expectativa a pose do novo prefeito, o gestor “ficha e mãos sujas”, entregava sua alma, às precipitadas e indecorosas reuniões políticas no afã, de eleger seu sucessor; enquanto a população espera um bom e novo governo, o líder maior do poder executivo, traçava em sua maligna e indecorosa mente, os traços da mais desastrosa de todas as gestões públicas da centenária cidade, e não só isso, Valdeto usaria seu cargo em benefício próprio e entregaria o comando de fato do município aos palpites de sua primogênita e conceitos nada republicanos da primeira dama, Conceição Veloso

 

Tão logo foi declaro prefeito eleito do município de Niquelândia-Go, Valdeto Ferreira, começou a sentir nos lábios o amargo dissabor de uma iminente e corretíssima derrota nos tribunais, o prefeito eleito pelo povo passou a ser assombrado pela certeza de que seria cassado, antes mesmo da sua posse em 1º de janeiro de 2017, daí a estratégia e maligno proposito de fazer de seu sobrinho e vereador Leo Ferreira (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Niquelândia. 

 

VALDETO FERREIRA E A ADMINISTRAÇÃO QUE TOCOU “TERROR” EM NIQUELÂNDIA 


Os dezesseis meses e vinte e três dias em que Valdeto Ferreira, passou a frente da prefeitura municipal de Niquelândia, foram marcados pelo caos para todos os munícipes. 

Eleito pela população como o mais medíocre de todos os administradores do estado de Goiás, no ano de 2017, Valdeto Ferreira, escolheu alunos, comerciantes, pequenas e grandes empresas da cidade como alvos de sua atrofiada e desfocada gestão

 

Segundo fontes ouvidas pela nossa reportagem, o atraso a que o prefeito Valdeto Ferreira, submeteu os serventes municipais da educação foi de ordem proposital, a questão da saúde, e serviços de estruturas do governo também foram afetados, e uma suspeição e variadas denúncias de corrupção contra o prefeito atraíram os olhos do ministério público e polícia civil para a sede do governo, onde em ação conjunta do (MP-Niquelândia) e (PC-Niquelândia), se colheram inúmeras provas que podem fazer o agora ex-prefeito Valdeto, réu em mais uma ação judicial. 

 

Pequenas e grandes empresas do município, sentiram de perto o cerco a que o ex-prefeito Valdeto Ferreira, submeteu toda a municipalidade, incapaz de gerar emprego e renda, coube ao gestor o agravamento de uma quase que generalizada crise no comércio local, afora a desvalorização imobiliária na cidade que hoje chega a ser a mais extremada de todo o estado de Goiás. 

 

Servidores públicos municipais com anos de serviço prestados, amargaram três e quatro meses a fio sem ver qualquer sinal ou expectativa alguma de receberem seus salários, a cidade a bancarrota, enquanto pesam sobre o gestor suspeitas de indecorosas comissões financeiras, mais conhecidas por ações de lobby político, até mesmo sobre a água mineral servida pelos corredores da prefeitura. O próprio MP-Niquelândia, já constatou repasses milionários da gestão Valdeto Ferreira para o posto de combustível (Irmãos Ferreira), ligado a familiares do ex-prefeito.

 

COBRA DE DUAS CABEÇAS 


Leo Ferreira, (sobrinho), do prefeito cassado Valdeto Ferreira, pode não ter uma ligação estreita com os atos de corrupção e má gestão que são atribuídos ao seu (tio) e ex-prefeito Valdeto, mas o prefeito interino é apenas a segunda cabeça, de um imbróglio político e financeiro que foi orquestrado antes mesmo do apagar das luzes do ano de 2016.

 

A posse de Leo Ferreira, como prefeito interino de Niquelândia, e independentemente de quão gloriosa e bem-sucedida seja sua gestão durante os meses ou dias em que passar à frente da prefeitura municipal, ou ainda que essa passagem seja marcada por atos de lúgubres, o hoje prefeito é apenas a segunda cabeça de um corpo político que não pode ser adjetivado de outro modo se não, por uma “serpente” de duas cabeças. A primeira foi ferida pelo mortal golpe de sete ministros da Suprema corte eleitoral de nosso país, que determinou a cassação da chapa que elegeu Valdeto Ferreira e Celino Correa para prefeito e vice de Niquelândia, e a segunda foi alçada ao poder, graças a determinação do TERE-GO, por meio das legais ações do juiz eleitoral de Niquelândia, seguindo ordens primaria do Superior Tribunal Eleitoral

 

Antes de ser afasto, do cargo de prefeito municipal de Niquelândia, Valdeto Ferreira, tomou medidas improprias e impopulares, como a demissão de servidores à revelia e sem causa, atraso continuo no pagamento de quase todos os servidores; tomou como coisa que nada vale sucessivas trocas no secretariado, e demissões gritantes de aliados políticos. As ações do ex-prefeito foram tão trevosas que qualquer sinal positivo por parte do prefeito interino, fará de sua administração uma espécie de farol que brilha a noite. 

 

E essa possibilidade de luz, tem sido a consciente e correta preocupação política de muitos, é que a aceitação e aprovação popular do interino seria a ressurreição política de Valdeto Ferreira, ou pelo menos a sua continuidade moral e política, de um sistema que nunca foi pego de surpresa, mas o que hoje gere o município, é apenas a segunda cabeça de um corpo sistematicamente programado antes mesmo do primeiro de janeiro de 2017. 

 

Líderes políticos ouvidos pelo primeiraedicao.online, afirmam o prefeito interino Leo Ferreira, não se encontra política e juridicamente impedido de disputar as eleições suplementares, mas que o mesmo deveria cumprir seu papel na interinidade e não concorrer o pleito, que ainda não teve data definida pelo (TER-GO), mas em caso de o ex-presidente da Câmara municipal e hoje prefeito de Niquelândia, surgir como candidato na aguardada eleição fora de época, a população saberá-lhe-dar, precisa respostas nas urnas, e independente de como seja sua noviça administração, essa cabeça será também “ferida”, a primeira pela unânime decisão dos ministros do (TSE) em Brasília, e a segunda pela soberana vontade do povo

 

Sobre o autor:

Semaías Pereira, é, pastor evangélico, escritor, presidente do conselho de pastores e líderes evangélicos na cidade de Niquelândia, e estado de Goiás (COPLEN e COPLEGO); atual presidente do Conselho de pastores e líderes evangélicos do Brasil (COPLEB); formando em Direito, escritor e presidente do PSL – Niquelândia.