Legado religioso de alguns niquelandenses e desafios do novo prefeito

Legado religioso de alguns niquelandenses e desafios do novo prefeito

Os dias que vivem a nossa cidade de Niquelândia, podem ser comparados com os dias do profeta Amós

Por Semaías Pereira 19/05/2018 - 03:05 hs
Legado religioso de alguns niquelandenses e desafios do novo prefeito
Missa católica realizada na Câmara Municipal de Vereadores de Niquelândia

 

As eleições extemporâneas em Niquelândia-Go, pode ser momento crucial para tratarmos o perfil religioso dos candidatos a prefeito e vice, e também a correlação sistemática de crise política, econômica e até financeira porque passa o município e sua estreita ligação com fatores espirituais. 


A capital do minério é conhecida nacionalmente como um lugar de fé, seja pela pujante força das igrejas evangélicas do munício, bem como a força imperial com que a igreja católica romana dita as regras e festejos idolatras na região. 


Todo niquelandense há de concordar que as coisas não vão nada bem em nosso chão tão amado, rico em minério, pedras preciosas; mas o que de fato nos une é um sentimento não da riqueza que perece, mas dos laços de amizade, e força e espirito encorajador de um povo simples, e uma comunidade formada por quase cinquenta mil pessoas. É uma cidade de pequeno porte, e um povo que vive em harmonia no maior pedaço de terra de todo o estado de Goiás, o que une o povo de Niquelândia, nem de perto se compara ao minério, mas a força de noviças famílias que se unem e entrelaçam a oligarquias centenárias como se estivem em laços, não só de vizinhança ou de municipalidade, mas em verdadeiros afetos de irmandade e familiaridades. 


Para uma cidade de povo hospitaleiro e espirito tão religioso, era de se esperar dias melhores. Nossa arrecadação pública municipal, não é das mais apequenadas, mesmo em meio a crises, a cidade figura entre as principais arrecadadoras em impostos do estado, e mesmo nos dias em que estávamos entre as dez maiores economias de Goiás, não se viam resultados satisfatórios em serviço social, infraestruturas, habitação, segurança e saúde; mesmo sendo dotada de generosas riquezas, a nossa cidade sempre se apresentou como munícipio maltrapilho. 


FÉ RELIGIOSA & POLITICA 


Sendo uma cidade respeitadamente religiosa, todos hão de comungar que o conhecimento de algumas doutrinas Bíblias, são, ou pelo menos deveria ser comum a maioria de nossa comunidade; e sendo assim, é valido a observação, quanto aos períodos bíblicos, e a fragilidade política, e econômica de alguns povos em tempos antigos, e uma das mais excelentes referências, são o próprio povo de Israel


Os dias que vivem a nossa cidade de Niquelândia, podem ser comparados com os dias do profeta Amós, o ministério de Amós aconteceu entre os anos de 760 a 750 a.C. durante o reinado de Jeroboão II no Reino do Norte (Israel) e de Uzias no Reino do Sul (Judá). Este foi um período muito próspero para Israel e Judá pois não havia a ameaça da Síria, que havia sido vencida pela Assíria décadas antes. Por sua vez a Assíria também passava por problemas internos em virtude dos conflitos com a Síria, e não apresentava mais perigo.


O resultado deste ambiente de estabilidade política proporcionou condições para que os reis Jeroboão II (Israel) e Uzias (Judá) expandissem novamente as fronteiras da Palestina chegando nos mesmos limites dos reis Davi e Salomão (2 Rs. 14:25). Isso possibilitou a retomada do comércio internacional e da agricultura proporcionando, desta forma, a estabilidade econômica (Am. 4:1-3).


Entretanto, a segurança política e econômica favoreceu apenas os comerciantes e a corte, pois o povo sustentava toda essa estrutura por meio da injustiça social e escravidão. O resultado disso foi a miséria do povo (2 Rs. 14:26; Am. 2:6; 8:6).


A grande diferença entre este e aquele tempo, está na indiferença de alguns homens que são chamados de servos de Deus em nossa cidade, estes tem sido insensíveis para com toda a injustiça social que tem assolado nosso meio, são pastores, padres, bispos, e lideres cristãos que estão adormecidos, enquanto a municipalidade se afunda em uma religiosidade idolatra e uma escassez econômica se abate sobre nosso povo, como se fossemos raiz de uma terra seca. Niquelândia cacere de uma profética!


TEMOS FÉ 


O niquelandense tem fé, assim como os Israelitas que viveram nos dias do rei Acabe e Jezabel; eram homens de fé e serviam aos baalins e astarote,  o nosso problema não é ausência de fé, ou ordem no culto, mas a grande cólera e ira de Deus, tem se derramado sobre nós, por estarem o nosso povo, servindo a deuses que não são deuses conforme está escrito no livro do profeta Jeremias:


Assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Vós vistes todo o mal que fiz vir sobre Jerusalém, e sobre todas as cidades de Judá; e eis que elas são hoje uma desolação, e ninguém habita nelas;


Por causa da maldade que fizeram, para me irarem, indo queimar incenso, e servir a deuses estranhos, que nunca conheceram, nem eles, nem vós, nem vossos pais.


eu vos enviei todos os meus servos, os profetas, madrugando e enviando a dizer: Ora, não façais esta coisa abominável que odeio.


Mas eles não escutaram, nem inclinaram os seus ouvidos, para se converterem da sua maldade, para não queimarem incenso a outros deuses.


Derramou-se, pois, a minha indignação e a minha ira, e acendeu-se nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém, e elas tornaram-se em deserto e em desolação, como hoje se vê.


Agora, pois, assim diz o Senhor, Deus dos Exércitos, Deus de Israel: Por que fazeis vós tão grande mal contra as vossas almas, para vos desarraigardes, ao homem e à mulher, à criança e ao que mama, do meio de Judá, a fim de não deixardes remanescente algum;


Irando-me com as obras de vossas mãos, queimando incenso a deuses estranhos na terra do Egito, aonde vós entrastes para lá habitar; para que a vós mesmos vos desarraigueis, e para que sirvais de maldição, e de opróbrio entre todas as nações da terra?


Esquecestes já as maldades de vossos pais, e as maldades dos reis de Judá, e as maldades de suas mulheres, e as vossas maldades, e as maldades de vossas mulheres, que cometeram na terra de Judá, e nas ruas de Jerusalém?


Não se humilharam até ao dia de hoje, nem temeram, nem andaram na minha lei, nem nos meus estatutos, que pus diante de vós e diante de vossos pais.


Portanto assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Eis que eu ponho o meu rosto contra vós para mal, e para desarraigar a todo o Judá.


E tomarei os que restam de Judá, os quais puseram os seus rostos para entrarem na terra do Egito, para lá habitar e todos eles serão consumidos na terra do Egito; cairão à espada, e de fome morrerão; consumir-se-ão, desde o menor até ao maior; à espada e de fome morrerão; e servirão de execração, e de espanto, e de maldição, e de opróbrio.


Porque castigarei os que habitam na terra do Egito, como castiguei Jerusalém, com a espada, com a fome e com a peste.


De maneira que da parte remanescente de Judá, que entrou na terra do Egito, para lá habitar, não haverá quem escape e fique para tornar à terra de Judá, à qual eles suspiram voltar para nela morar; porém não tornarão senão uns fugitivos.” (Jeremias 44:2-14).


Precisamos urgentemente clamarmos ao Senhor Jesus, para que tenha piedade de nós e de nosso povo, que os olhos de nossos lideres se abram e que eles venham se curvar diante do Deus vivo, e que os chamados cristãos, não fiquem apenas olhando para o interesse de seu próprio "umbigo", mas que tenham ouvidos abertos para o clamor do pobre e necessitado, e que venhamos praticar o verdadeiro serviço a Deus, em uma religião que agrada ao Senhor, e não pode ser de outra maneira: 


A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” (Tiago 1:27).


Enquanto a esperança de nosso povo e todo seu sacrifício e  atos de fé, forem devotados a deuses que não são deuses, e a prece e votos de nosso políticos forem plenamente confiados, em deuses de barro, o resultado continuará, sendo, crises, escândalos e corrupção, e por fim, toda uma cidade, estará debaixo do castigo, e da ira de Deus, e distantes da vida eterna. 


Vimos nas eleições de 2016, dezenas de igrejas evangélicas orando à favor de um homem, conduzindo uma campanha política, não confiados no dinheiro, mas em Deus, e crendo que para o Senhor Jesus todas as coisas são possíveis, e o resultado não foi outro, se não, por uma ação do céu, a eleição de Valdeto Ferreira, e tão logo o prefeito se afastou dos caminhos da justiça e correção para com Deus, logo no primeiro dia de seu governo, tirou de Deus, o louvor e o canalizou a sua suposta divindade protetora, e o resultado não foi outro, se não o afastar de Deus, e o fim vexatório de seu apequenado e medíocre governo


A eleição de um prefeito, é mais do que simplesmente escolher um gestor para o munícipio, uma vez que esse homem eleito, de uma ou outra maneira estará ligado a algum “trono” ou “divindade”! O exercício da função pública coloca o homem em contato com a natureza (divindade) que dirige os passos seus, e ignorar isso é negar a influência do Deus vivo, e sua ligação direta com Daniel, quando governou sobre as cento e vinte províncias Babilônicas, negar essa realidade é não reconhecer a influência do céu, sobre toda a sabedoria e justiça social com que José governou o Egito. esses homens estavam sobre tronos aqui na terra, mas ligados diretamente a um trono de todo excelente e eterno no céu, e com o reinado de Acabe de Jezabel, o principio foi o mesmo, reinaram, sobre Israel, mas estavam ligados a uma falsa divindade, onde todo seu esforço e serviço, eram contrários a natureza e vida do verdadeiro Deus.

  

O maior desafio do novo prefeito, não será outro ser não, ser de todo guiado pelo verdadeiro e único Deus. 

 

"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem." (1 Timóteo 2:5).

 

Sobre o autor:

Semaías Pereira, é, pastor evangélico, escritor, presidente do conselho de pastores e líderes evangélicos na cidade de Niquelândia, e estado de Goiás (COPLEN e COPLEGO); atual presidente do Conselho de pastores e líderes evangélicos do Brasil (COPLEB); formando em Direito, escritor e presidente do PSL – Niquelândia.