Operação Lava Jato: ex-presidente da Queiroz Galvão morre, e defesa pede desbloqueio de bens

Operação Lava Jato: ex-presidente da Queiroz Galvão morre, e defesa pede desbloqueio de bens

Preso duas vezes, Ildefonso Colares Filho morreu no dia 16 de dezembro de 2017; advogados também querem extinção da punibilidade

30/01/2018 - 19:27 hs
Foto: (Reprodução/RPC)
Operação Lava Jato: ex-presidente da Queiroz Galvão morre, e defesa pede desbloqueio de bens
Ex-presidente da Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho, morreu no dia 16 de dezembro

A defesa do ex-presidente da Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho, que morreu no dia 16 de dezembro de 2017 aos 69 anos, pede que a Justiça extingua a punibilidade do cliente e também libere os recursos dele que foram bloqueados.

A defesa protocolou o pedido na sexta-feira (26) e informou que o cliente morreu vítima de um câncer no fígado e outras complicações. A petição foi anexada aos dois processos aos quais Ildefonso respondia na Justiça Federal em Curitiba.

Até a publicação desta reportagem, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, não havia respondido ao pedido.

Preso duas vezes

O ex-presidente da Queiroz Galvão foi preso duas vezes na Operação Lava Jato.

A primeira delas foi na 7ª fase, em novembro de 2014. Ele foi solto dias depois. A segunda prisão foi em 2016, na 33ª fase. Ele acabou liberado pouco tempo depois quando descobriu o câncer e, desde então, estava em prisão domiciliar para tratamento.

Em uma das ações penais, Ildefonso foi acusado de, em 2009, pagar propina de R$ 10 milhões ao ex-presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) Sérgio Guerra e ao deputado federal Eduardo da Fonte para barrar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

No outro processo, ele respondia pela participação da Queiroz Galvão no esquema de corrupção da Petrobras, como membro do cartel de empreiteiras. (Com informações do G1).