Polícia identifica e prende suspeito de matar e estuprar menina de 12 anos

Polícia identifica e prende suspeito de matar e estuprar menina de 12 anos

Corpo da menina, que era deficiente mental, foi encontrado sem roupa e amarrado, dentro de um saco plástico, em um córrego em Guarujá (SP)

02/02/2018 - 21:59 hs
Foto: (Arquivo Pessoal)
Polícia identifica e prende suspeito de matar e estuprar menina de 12 anos
Corpo de Raíssa, reconhecido pela família, foi encontrado córrego em Guarujá, SP

Investigadores da Polícia Civil identificaram e detiveram um suspeito de envolvimento na morte da estudante Raíssa Xavier dos Santos, de 12 anos, em Guarujá, no litoral de São Paulo. O corpo da menina, que era deficiente mental, foi encontrado sem roupa e amarrado, dentro de um saco plástico, em um córrego na cidade.

Raíssa foi vista com vida pela última vez durante a tarde dia 21 de janeiro, pela avó, de 52 anos, que tinha a guarda legal dela. A família mora no bairro Jardim Enseada e, antes de sair de casa, a adolescente disse que iria brincar com as amigas nas proximidades. Ela ficou desaparecida por três dias, até o corpo ser localizado.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou, na quinta-feira (1º) à noite, por meio de nota, que a equipe do Setor de Homicídios da Delegacia Antissequestro investiga o caso. O suspeito foi preso e será ouvido, para que seja verificado seu real envolvimento na execução da menina.

A identidade do suspeito não foi informada, uma vez que a polícia investiga a participação de outras pessoas no crime. Pela maneira como o corpo foi encontrado, a polícia suspeita que a menina também tenha sido vítima de estupro, apesar do laudo do Instituto Médico Legal (IML) não ter sido divulgado à imprensa.

O caso

Raíssa saiu para brincar com as amigas e não retornou para casa. No dia seguinte, a avó registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento, após procurá-la pelo bairro. Conforme informações de familiares, amigos ajudaram nas buscas em unidades de saúde e até em delegacias da cidade, mas não conseguiram encontrá-la.

Ao ter certeza de que a neta havia desaparecido, a responsável legal pela adolescente espalhou cartazes com uma foto dela, afirmando ser uma "menina especial". Foram deixados três telefones celulares de contato e o desaparecimento da jovem também chegou a ser noticiado na imprensa nesse intervalo.

Entretanto, um morador do bairro Jardim Virgínia II, enquanto realizava a manutenção de dutos de abastecimento de água na casa dele, notou um mau cheiro nas proximidades de um córrego. Ali, ele encontrou um saco plástico e desconfiou de algo dentro dele, por isso acionou a Polícia Militar, que enviou uma equipe.

Os policiais constaram que havia uma jovem morta ali e acionaram as polícias Civil e Científica. Os investigadores e os peritos verificaram que o corpo estava parcialmente sem roupa, o que levou à suspeita de que ela tenha sido abusada sexualmente, e que havia um ferimento profundo na cabeça.