Em entrevista exclusiva, prefeito Valdeto Ferreira, fala de sua casacão junto ao (TSE), e atribui o descrédito de sua administração, a interesses individuais da equipe que o acompanha

Segundo o prefeito de Niquelândia, o resultado do julgamento que cassou a chapa que o elegeu, teria sido outro, se o dinheiro da municipalidade tivesse chegado ao tribunal

Por Semaías Pereira 03/02/2018 - 21:49 hs
Foto: (reprodução Facebook )
Em entrevista exclusiva, prefeito Valdeto Ferreira, fala de sua casacão junto ao (TSE), e atribui o descrédito de sua administração, a interesses individuais da equipe que o acompanha
Conceição Veloso (primeira dama) e seu esposo Valdeto Ferreira (prefeito)

Sem citar qualquer um dos seus mais fieis companheiros à frente dos treze meses que permaneceu a frente da prefeitura municipal de Niquelândia, o prefeito Valdeto Ferreira, concedeu entrevista à rádio 104, 7 FM de Niquelândia, onde falou sobre o processo junto ao Superior Tribunal Eleitoral que culminou na cassação da chapa que o elegeu.

Esforçando-se, para transparecer a mais excelente calma e serenidade, diante do fiasco e fracasso que fora sua apenada administração de pouco mais de treze meses, a frente do município. O prefeito “ficha-suja”, em vez de agradecer ao povo que o elegeu, deixou um lembre para que a comunidade, escolha melhor os seus candidatos, e ainda fez velada queixa diante dos interesses pessoais da equipe que o acompanha.

A esperança de Valdeto Ferreira esvaiu-se, e segundo as palavras do próprio prefeito ele aguardava que o ministro Gilmar Mendes, viesse com o voto bem fundamento e com isso, pedir vista ao processo. O atual gestor de Niquelândia também reconheceu a ausência de êxito junto ao TSE, e aparenta tranqüilidade, ao dizer que pretende viver com a presente realidade. Aguardando a publicação do acórdão, onde seus advogados devem entrar com embargos de declaração, na esperança de ter acatamento.

O prefeito “ficha-suja”, espera que tendo novas eleições, o povo saiba escolher, candidatos que tenham compromissos com a cidade centenária. A fala de Valdeto, quanto à escolha do povo, soou com estranheza aos ouvidos da população, que se sentiu, constrangida diante da falácia do administrador do município, que insistiu com a insinuação de que o povo não soube escolher o seu candidato!

Outro ponto da polêmica entrevista do prefeito de Niquelândia, é quando o gestor lança duvida sobre a idoneidade dos juízes da suprema corte, ao dizer que com o dinheiro da municipalidade, caso fosse levado ao tribunal, poderia ter revertido sua situação diante do julgamento, e não o fez por questão de responsabilidade. Mas especialistas ouvidos pela nossa reportagem, afirmam que todo o dinheiro do mundo seria pouco, para flertar-se com a consciência da Suprema Corte Eleitoral, diante do flagrante delito que levou o gestor de Niquelândia a ser condenado.

Alegou ainda ter encontrado a prefeitura sem se quer um computador no protocolo. O prefeito ainda afirma que não imaginou o tamanho do desafio, e só conheceu a dificuldade porque que passa o município, após assumir a pasta. Segundo o prefeito, o município passou treze meses sem receber repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

Sem modéstia alguma, Valdeto Ferreira julga-se, ter sido de muita importância para o município, dentre desses treze meses, em que esteve à frente da prefeitura, mesmo confessando ter ainda muita coisa atrasada, como o salário dos professores, e demais servidores.

O gestor afirma que o prefeito passa, mas a municipalidade fica; e também já tem reunião acertada com seus secretários para que relacionem seus pertences e a casa seja entregue ao novo administrador do município.

Diante de uma eleição muito rápida, o prefeito sugere outra vez que se analise a pessoa que se coloque, e dependendo da pessoa que ocupar a prefeitura, o município para, diante da miúdes das finanças.

Perguntado sobre seu grupo político e se indicaria um nome, Valdeto Ferreira, fala da heterogeneidade de seu grupo e queixa-se dos interesses individuais de sua equipe.

Diante dos interesses “individuais” o prefeito em tom de suplicio afirma que o município não suporta mais.

Lideres que compõem a estrutura do governo, vêem com estranheza as declarações do prefeito Valdeto, uma vez que cabe a ele e só a ele, escolher quem irá ou não compor sua base de apoio na administração, e se ele vinha aceitando interesses escusos na sua base, decerto, o gestor tem sido o maior beneficiado do esquema.

Como fez um mandato tacanho, e sentindo se apequenado para impor nomes diante da possibilidade de novas eleições, Valdeto Ferreira, fala do seu grupo, com uma linguagem certa de que, perderá quase que absoluto apoio da base que o elegeu, e espera ter bom diálogo com os que restarem ao seu lado.

Com o fim do mandato de Valdeto Ferreira à frente da prefeitura, espera-se, que a politicagem diminua e os compromissos administrativos aumentem.

Niquelândia é o município com o maior debito do estado, e esta entre os quinhentos maiores devedores do país. A cidade está sem crédito, e segundo as palavras do prefeito, a municipalidade não tem CNPJ, não tem “brio”, e sem esse “brio”, espera-se pelo menos vergonha da classe política e maior comprometimento. Diz o prefeito Valdeto Ferreira.

REPERCUÇÃO

Lideres dos mais variados partidos que acompanham a administração de Valdeto Ferreira, e alguns vereadores ouvidos pela nossa reportagem e que até então, eram base de apoio ao prefeito na Câmara Municipal, vêem, as palavras do prefeito Valdeto, com um sentimento de nostalgia.

Sem querer serem identificados temendo, severas retaliações, parte da equipe garantem que não faz sentido algum, as palavras do gestor publico municipal, ao creditar a conta do seu fracasso político e jurídico a interesses individuais das pessoas que o auxiliam na administração. Alguns de ânimo mais exaltado afirmam que o fracasso da atual administração, está nos interesses pessoais e familiares do prefeito, e na sua pouca memória a favor da população.