Ataque na Colômbia deixa dois policiais mortos

Ataque na Colômbia deixa dois policiais mortos

Segundo autoridades, agentes foram atingidos por explosivos e tiros de fuzil. Ataque acontece a uma semana das eleições legislativas no país

03/03/2018 - 19:53 hs
Foto: (Luis Robayo/AFP)
Ataque na Colômbia deixa dois policiais mortos
Dois policiais morreram em um ataque com explosivos em área rural de Caldono, na Colômbia

Dois policiais morreram neste sábado (3) em um ataque com explosivos em uma região no sudoeste da Colômbia onde, segundo as autoridades, operam dissidências da ex-guerrilha Farc.

Os policiais Jorge Andrés Quintero, de 31 anos, e Jhoan Sebastián Rodríguez, de 25, morreram próximo ao município de Caldono, no departamento de Cauca, quando iam recolher um preso em uma estação policial. Ambos foram "atingidos por tiros de fuzil e granadas de fragmentação", afirmou o comandante da polícia de Cauaca em coletiva de imprensa, coronel Édgar Orlando Rodríguez

"Repudio o assassinato covarde dos policiais Quintero e Rodríguez em Caldono. Nos solidarizamos com suas famílias. @PoliciaColombia avança nas investigações e os responsáveis pagarão", disse o presidente Juan Manuel Santos no Twitter.

 O ataque acontece a uma semana das eleições legislativas na Colômbia.

O acordo de paz assinado no final de 2016 entre o governo de Santos e as Farc, até então a guerrilha mais poderosa da América, provocou o desarmamento de aproximadamente 7 mil integrantes.

No entanto, segundo o governo e centros de investigação, cerca de 1.100 rebeldes recusaram o acordo, que no ano passado transformou a organização em um partido.

Os dissidentes se envolvem principalmente com o narcotráfico e a mineração ilegal, segundo as autoridades.

No país ainda operam organizações criminosas, quadrilhas narcotraficantes de origem paramilitar e a ELN, a última guerrilha reconhecida pelo governo.

O grupo guevarista, cujos diálogos de paz com o governo estão congelados após uma ofensiva rebelde lançada no final de janeiro, anunciou que realizará uma trégua unilateral entre 9 e 13 de março devido às eleições.