Suspeito de mandar matar Gegê do Mangue e Paca é fugitivo do Carandiru, diz polícia

Criminoso conhecido como Fuminho pode estar por trás das mortes de integrantes de facção criminosa no Ceará

05/03/2018 - 20:52 hs
Foto: (TV Globo/Reprodução)
Suspeito de mandar matar Gegê do Mangue e Paca é fugitivo do Carandiru, diz polícia
Fuminho é foragido do Carandiru

A polícia investiga se o mandante dos assassinatos de dois chefes da facção criminosa no Ceará é um foragido da Casa de Detenção em São Paulo, o antigo Carandiru, e já sabe que os executores das mortes de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue e Fabiano Alves de Souza, o Paca, são da Baixada Santista.

As polícias de São Paulo e do Ceará têm um suspeito de encomendar as mortes de Gegê do Mangue e do Paca. É o traficante Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como "Fuminho", fugitivo da antiga Casa de Detenção, no Carandiru, há quase 20 anos.

Fuminho também é procurado pelas mortes no Ceará. A polícia diz que Fuminho passou a viver nas fronteiras do Brasil com países como Bolívia, Colômbia e Paraguai.

Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, foram assassinados a tiros em 15 de fevereiro em uma reserva indígena em Aquiraz, na Grande Fortaleza; os corpos foram localizados por indígenas no dia seguinte e identificados por familiares em 19 de fevereiro.

O delegado Fábio Sandrin diz que Fuminho sempre teve relação com o tráfico de drogas. "Ele não vem frequentemente ao país, se mantendo na zona de fronteira e de onde ele comanda o tráfico do que entra no país", afirmou.

A polícia disse também que Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, usa quatro identidades falsas diferentes para entrar no país. Todos os executores identificados até agora são da Baixada Santista. Os homens que aparecem nas imagens foram identificados pelo Deic e nenhum deles foi preso.

A polícia também tenta descobrir o verdadeiro papel de uma mulher nas mortes de Gegê e Paca. Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos é moradora de Cubatão. Em imagens divulgadas pelo Fantástico, é ela quem recepciona no saguão de um hotel em Fortaleza, os homens que participaram da emboscada a Gegê e Paca. Ela chegou dois dias antes. Entre os executores, está Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro.

A polícia suspeita que Maria Jussara tenha escolhido o lugar onde os chefes da quadrilha deveriam ser assassinados. A prisão dela foi decretada pela Justiça. Maria Jussara sumiu.

A polícia tambem quer saber por que Cabelo Duro foi assassinado na porta de um hotel, na Zona Leste de São Paulo, uma semana depois de executar os chefes.