Polícia Civil de Niquelândia prende padrasto e mãe suspeitos de torturar a filha de 4 anos

Polícia Civil de Niquelândia prende padrasto e mãe suspeitos de torturar a filha de 4 anos

De acordo com o exame, a menina vinha sendo torturada há bastante tempo e apresentava lesões por todo o corpo

21/04/2018 - 15:19 hs
Foto: (reprodução policia civil)
Polícia Civil de Niquelândia prende padrasto e mãe suspeitos de torturar a filha de 4 anos
Polícia Civil de Niquelândia prende padrasto e mãe suspeitos de torturar a filha de 4 anos

Policiais Civis da Delegacia de Polícia (DP) de Niquelândia prenderam, na tarde de quarta-feira (18), Lucas da Silva e sua companheira, Célia Pereira da Silva, sob a suspeita de praticarem reiteradas torturas contra a filha biológica da última, uma criança de apenas quatro anos.

A notícia do fato foi trazida pelo Conselho Tutelar de Niquelândia, que já acompanhava o caso, cujos fatos se confirmaram logo após a criança ser submetida a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Uruaçu.

De acordo com o exame, a menina vinha sendo torturada há bastante tempo e apresentava lesões por todo o corpo, entre antigas e recentes, praticadas de variadas formas e meios. Entre tais castigos estava a prática de deixar a criança de joelhos por horas, até lesioná-los, além de surras com fios e varas, dentre outros, bem como prática de tortura psicológica.

Durante as diligências, os policiais civis realizaram a prisão Lucas, o qual tentou usar um nome falso para escapar à ação dos investigadores ao ser abordado. Em seguida, Célia veio até a unidade policial para saber o que tinha acontecido com Lucas e também recebeu voz de prisão.

Em seu interrogatório, Lucas confessou que batia na criança, alegando que “foram apenas duas surras”. Já a mãe da menor afirmou, também em interrogatório, que não batia, mas apenas “corrigia” porque “ela estava fazendo coisas erradas”.

Durante a ação policial, descobriu-se que Lucas tinha contra si um mandado de prisão preventiva, expedido pelo Juízo da Execução Penal da Comarca de Niquelândia, em virtude de descumprimento de regras do regime semiaberto, ao qual se submetia em razão de condenação anterior por crime de furto qualificado.

Ao final do procedimento, Lucas e Célia foram autuados pelo crime de tortura e recolhidos ao presídio local, onde permanecerão à disposição da justiça. O Inquérito Policial destinado à apuração dos fatos contará com a juntada de outras provas, como um relatório psicológico da criança, e deve ser finalizado e remetido ao Poder Judiciário em até 10 dias.