Maioria das mortes por H1N1 registradas no Brasil está em Goiás

O estado vizinho ao DF registrou 41% dos óbitos de todo o país. Ao menos 40 municípios goianos apresentaram casos, entre eles Goiânia e Pirenópolis

05/05/2018 - 00:55 hs
Foto: (Ed Alves/CB/D.A Press)
Maioria das mortes por H1N1 registradas no Brasil está em Goiás
Filas marcam primeira semana de vacinação: no DF, 76 mil imunizados

Das 74 mortes pelo vírus H1N1 registradas no Brasil, 31 ocorreram em Goiás. Lá, as autoridades sanitárias estão em alerta para a mortalidade causada pelo vírus. O estado vizinho ao Distrito Federal registrou sozinho 41% dos registros de óbitos de todo o país.

Para se ter uma ideia da gravidade dos casos goianos, basta comparar os números de lá com os de outros estados — o segundo colocado, o Ceará, apresentou 14 óbitos e a Bahia, 13. O balanço mais recente do Ministério da Saúde mostra que mais de um 4,7 milhões de pessoas já foram imunizadas. A adesão é de 8,6% do público-alvo — 54,4 milhões de pessoas. Ao todo, 422 pessoas adoeceram este ano.

Ao menos 40 municípios goianos registraram mortes, entre eles Goiânia, Anápolis, e Pirenópolis. No Entorno do DF, Luziânia, Valparaíso de Goiás e Novo Gama tem casos. São, no total, 170 doentes no estado. Dez dias antes de começar a campanha nacional, em 23 de abril, os goianos já tomavam as primeiras doses da vacina. O estado está com a maior procura até o momento — mais de 701 mil pessoas se imunizaram, isso representa 53% do público-alvo.

“O importante é que a população que faz parte do grupo prioritário procure postos de vacinação e não deixe de adotar as etiquetas respiratórias, que são válidas para toda a população, como: lavar bem as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, tapar a boca com o braço ao espirrar, não ter contato direto com a boca ou o nariz de outra pessoa e manter sempre limpos com álcool gel mesas, mouses, teclados, balcões, portas, corrimãos e outros objetos que podem ser tocados com frequência”, explica a gerente de Imunização da Secretaria de Saúde de Goiás, Clécia Vecci.

Crianças de seis meses a 5 anos, gestantes, puérperas, pessoas com 60 anos ou mais, indígenas, trabalhadores da saúde, professores, portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, funcionários do sistema prisional e adolescentes e jovens entre 12 e 21 anos que cumprem medida socioeducativa ou estão presos devem se vacinar.

No DF, 563 mil pessoas devem se vacinar. Até o momento, apenas 76 mil procuraram uma das 125 salas de vacinação — 13% do público-alvo. O número mais recente da Secretaria de Saúde do DF mostra que 15 pessoas adoeceram por causa do H1N1. Três morreram. Em 2016, foram 82 casos de H1N1 e 10 mortes. No ano passado, não houve nenhum registro no DF.