Suspeito de matar caminhoneiro a pedrada se entrega à polícia em RO

Suspeito de matar caminhoneiro a pedrada se entrega à polícia em RO

Foto do suspeito tinha sido divulgada na última terça-feira pela Polícia Civil. Pedra com cerca de 1 kg atravessou o para-brisa e atingiu a cabeça da vítima

08/06/2018 - 00:57 hs
Foto: (Polícia Civil/ Divulgação)
Suspeito de matar caminhoneiro a pedrada se entrega à polícia em RO
Willians Maciel Dias, suspeito de matar caminhoneiro a pedrada

O suspeito de matar o caminhoneiro José Batistela com uma pedrada na cabeça se entregou à Polícia Civil na tarde desta quinta-feira (7), em Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho. A foto de Willians Maciel Dias foi divulgada no dia 5 de junho, após a polícia confirmar a participação dele no assassinato.

Willians se entregou aos policiais acompanhado de um advogado, por volta de 14h30 (hora local). Ele prestou depoimento e confirmou ter jogado a pedra contra o caminhão de José Batistela.

Segundo o delegado Nubio Lopes, Willians confirmou que estava dirigindo um veículo na pista contrária e decidiu arremessar a pedra de baixo para cima contra o caminhão do idoso de 70 anos.

"Ele pegou a pedra dentro do veículo e jogou, com um braço do lado de fora enquanto dirigia. Isso bem próximo da ocasião em que estava cruzando com o veículo da vítima", diz.

Ainda no depoimento, o suspeito alegou não ter tido intenção de matar e queria apenas causar danos materiais nos veículos dos caminhoneiros que não aderiram à manifestação grevista. Após jogar a pedra, Willians afirma ter ouvido um barulho, mas não pensou que pudesse ter matado uma pessoa.

Em entrevista coletiva, o delegado afirma que o suspeito vai seguir preso. "Estamos cumprindo agora o mandado de prisão preventiva e o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) foi favorável. Ele segue preso até segunda ordem do judiciário", conta Nubio.

Segundo o delegado, Willians segue preso, por enquanto, no prédio da Unisp em Vilhena e ainda nesta quinta-feira será levado à Casa de Detenção da cidade.

O advogado de defesa do suspeito, José Francisco Cândido, disse que vai pedir a revogação da prisão preventiva. Apesar do cliente ter confessado que jogou a pedra, o advogado afirma que não houve intenção de matar, como está sendo investigado pela Polícia Civil.

Desde o dia 30 de maio, quando José foi morto com a pedrada na cabeça, testemunhas confirmaram a participação do suspeito, sendo uma delas a esposa do homem.

A investigação aponta que o veículo utilizado no momento do crime é do próprio suspeito. O carro foi apreendido na casa de Willians. Na última terça-feira, a polícia pediu a prisão preventiva do suspeito e até então ele era considerado foragido.

Ataque

O veículo de José estava passando pela rodovia, quando uma pessoa em um carro de passeio arremessou a pedra contra o parabrisa, que atravessou o vidro e atingiu a cabeça da vítima. O Corpo de Bombeiros chegou a ir no local, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a polícia, Willians é morador de Vilhena e estava no carro com outras duas pessoas quando arremessou a pedra de cerca de 1 kg, do lado contrário da pista em que estava o caminhoneiro.

Família da vítima

A viúva do caminhoneiro, Margarida Batistela, contou no último domingo (3) que morava com José e os filhos em Jaru (RO), há 20 anos. Na última semana, o esposo seguia viagem pela BR-364 para levar uma carga de madeira ao município de Mirassol (MT).

Segundo a viúva, José estava parado há nove dias em Vilhena por causa da manifestação dos caminhoneiros. Quando ele decidiu seguir viagem, no último dia 30, foi atingido com uma pedrada na cabeça e morreu no local.

"Aquela pedra atingiu ele, acabou com a minha família, com a minha casa, meu esposo, os sonhos dele, nossos sonhos", disse emocionada.