Comer sozinho faz mal à saúde — principalmente para os homens

Comer sozinho faz mal à saúde — principalmente para os homens

O hábito aumenta o risco de desenvolver obesidade em 45%, e pressão alta em 64%, revela estudo

05/11/2017 - 14:13 hs
Foto: (iStock/Getty Images)
Comer sozinho faz mal à saúde — principalmente para os homens
Solidão na hora das refeições pode ser prejudicial

Pesquisadores do Hospital Ilsan de Dongguk, de Seul, na Coréia do Sul, estudaram a frequência com que 7.725 homens e mulheres adultos fazem refeições sozinhos; seja na hora do almoço ou jantar.

Um hábito corriqueiro, ainda mais praticado por cidadãos de grandes metrópoles, mostrou resultados surpreendentes. Entre os participantes homens, constataram que a relação entre refeições solitárias e saúde pode ser muito ruim: o risco de estes participantes desenvolverem obesidade aumentou em 45%, e o risco  de desenvolverem pressão alta ou alguma outra síndrome metabólica, como colesterol, as chances cresceram em 64%.

A ideia do trabalho surgiu ao constatarem que cada vez mais as pessoas estão vivendo sozinhas — 27% das famílias americanas, por exemplo, são constituídas por uma única pessoa, e tal constatação tem aumentando constantemente desde 1920. Entre as hipóteses de tal aumento estão o casamento tardio e o alto índice de divórcios.

Por isso, pesquisadores acreditam que pessoas que se sentem solitárias deverão, em algum ou em vários momentos, fazer escolhas pouco saudáveis na hora de montar o prato, optando por junk food, ao invés de vegetais, por exemplo.

De acordo com os dados do estudo publicado na Obesity Research & Clinical Practice, se homens fizessem sozinhos duas refeições por dia, aumentariam os risco de desenvolverem síndrome metabólica, como hipertensão arterial ou pré-diabetes.

Entre as mulheres participantes da pesquisa, o primeiro resultado mostrou que se fizessem duas ou mais refeições sozinhas por dia, estariam propensas ao risco de desenvolver pressão alta ou obesidade, em 29% –menores chances de desenvolverem alguma doença.

Mas após analisarem fatores de estilo de vida, como tabagismo, consumo de álcool e idade, esse percentual caiu ainda mais.