Fachin revoga prisão domiciliar de ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima

Fachin revoga prisão domiciliar de ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima

Ministro do STF também autorizou Job Ribeiro Brandão a retirar as tornozeleiras eletrônicas. Ex-auxiliar da Câmara negocia acordo de delação premiada com a PGR

28/11/2017 - 19:54 hs
Foto: (Divulgação, PF)
Fachin revoga prisão domiciliar de ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima
A PF identificou digitais de Job Ribeiro Brandão em cédulas dos R$ 51 milhões encontrados no "bunker

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta terça-feira (28) a prisão domiciliar do ex-assessor da Câmara Job Ribeiro Brandão, que atuava no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima – irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Brandão também foi liberado por Fachin de usar tornozeleira eletrônica.

Job Ribeiro Brandão pediu ao Supremo a revogação da prisão domiciliar no dia 17. Na última sexta-feira (24), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge , também pediu a liberdade provisória do ex-assessor.

O ex-funcionário de Lúcio Vieira Lima está tentando fechar delação premiada com o Ministério Público e já se colocou à disposição para entregar o que sabe sobre o episódio dos R$ 51 milhões.

O ex-assessor de Lúcio Vieira Lima está em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, porque teve as digitais identificadas pela Polícia Federal em parte dos R$ 51 milhões apreendidos em setembro no apartamento em Salvador que, segundo as investigações, era usado como uma espécie de "bunker" de Geddel.

Em depoimento à Polícia Federal, Brandão afirmou que ajudou a destruir provas a mando de Geddel e Lúcio Vieira Lima; que a mãe dos dois guardava dinheiro vivo no closet; e e que ele devolvia parte do salário pago pela Câmara à família Vieira Lima. A mãe dos irmãos Vieira Lima disse que Ribeiro "contou inverdades" no depoimento à Polícia Federal.

Comprovantes

Nesta segunda-feira (27), ele apresentou ao delegado da Polícia Federal Marlon Oliveira Cajado dos Santos documentos para demonstrar que devolvia até 80% do salário a Lúcio e a Geddel.

A defesa de Job afirma que ele fez diversos saques bancários para "cumprir determinação de devolução mensal, em dinheiro vivo, da maior parte do que recebia, a dona Marluce Quadros Vieira Lima", e anexa ao documento cópias de extratos bancários que apontam as retiradas de valores de conta.

Além disso, também teria feito depósitos, apontados em extratos, para outras pessoas da família Vieira Lima – Camila Pedrosa Vieira Lima e Afrísio de Souza Vieira Lima Filho. A defesa de Job apresentou diversos documentos bancários como extratos com registros de transferências e saques que seriam para a família Vieira Lima.