Holloway pede estátuas para Aldo no Brasil, e promete fazer o peso-pena andar

Após defender cinturão, havaiano avisa que vai buscar os recordes do brasileiro na categoria, e aproveita para desdenhar de Conor: "Se essa luta não acontecer, não será por minha causa"

05/12/2017 - 01:14 hs
Foto: (reprodução)
Holloway pede estátuas para Aldo no Brasil, e promete fazer o peso-pena andar
Holloway pede estátuas para Aldo no Brasil

Definitivamente, os tempos são outros no peso-pena do UFC. E o campeão Max Holloway promete uma nova dinâmica à divisão que até pouco tempo era dominada por José Aldo. Mas o havaiano aproveitou a coletiva após a vitória por nocaute em Detroit no último sábado para rasgar elogios ao brasileiro, e sugeriu até uma homenagem a Aldo, lembrando dos seus números, que também prometeu buscar ao longo da carreira.

- Ouvi que a motivação de Aldo para essa luta era a sua filha. Eu sou pai e entendo. Mas ele não precisa provar nada para ninguém. Esse cara é um dos maiores de todos os tempos. Deveria haver estátuas para esse cara no Brasil. Ele é o maior de todos os tempos, uma lenda, e eu ainda tenho um longo caminho pela frente. Ele tem sete ou oito defesas de cinturão (são sete bem-sucedidas). Falta muito para eu alcançá-lo. Números não mentem. Homens e mulheres mentem, mas os números, não. Tenho muito respeito por ele, por sua família, sua equipe e pelo Brasil, mas vou atrás do seu recorde.

Ao falar sobre a luta no UFC 218, Holloway revelou que disse aos dois comentaristas do UFC que assistiam à luta na beira do octógono que já via o adversário cansado o fim do primeiro round.

- Disse que, se eu vencesse Aldo uma vez, a segunda seria muito pior. E acho que ele deveria pensar bem na sua vida para aceitar uma terceira luta comigo (risos). Estou brincando. Mas, falando sério, quando acabou o primeiro round, disse a Joe Rogan e Jon Anik: "Ele está cansado." Ele já estava cansado. No terceiro round baixei a guarda e disse a ele: "Me acerta na cara. Eu te desafio a me acertar na cara!" E ele não conseguia. Tudo deu certo para mim. Ele acertou alguns golpes, mas os meus golpes aparentemente o machucaram um pouco mais.

Ao defender seu cinturão pela primeira vez - depois de conquistá-lo diante do próprio Aldo em junho, no Rio -, Max Holloway prometeu que vai fazer a categoria peso-pena andar mais rápido. Ele lembrou o longo caminho que fez até ter sua chance. Foram 11 lutas até chegar à disputa pelo cinturão linear, o que levou quase quatro anos.

- Defender seus cinturões é o que os campeões fazem. As pessoas dizem que você não é um campeão até defender seu cinturão. Quero trazer estabilidade para os pesos-penas. Levei dez lutas para chegar ao cinturão interino, e onze para chegar ao cinturão linear. Não quero que ninguém passe por isso. Quero fazer como Demetrious Johnson (no peso-mosca): eles chegam, batem de frente comigo e voltam para o fim da fila. "Boa tentativa. Continue assim...". Hoje estou concentrado em viver a vida de um campeão. Quero ser o campeão peso-pena por muito tempo, e ver meu nome por toda parte. Depois de muito tempo, penso em fazer lutas de exibição para juntar mais algum dinheiro.

O recado sobre o andamento da divisão, obviamente, serve para o irlandês Conor McGregor, que depois de tomar o cinturão de José Aldo em dezembro de 2015 não lutou mais na categoria até 65kg. Holloway não se mostrou muito preocupado com ele.

- Se o UFC me chamar e propuser uma luta contra Conor McGregor, eu aceito. Se essa luta não acontecer, não será por minha causa. Mas pensem bem: hoje, Conor McGregor está falando em lutar MMA contra Paulie Malignaggi. É isso que ele está pensando. Não sei nem o que dizer sobre isso.

Holloway ainda aproveitou para avisar que não vai sair por aí desafiando rivais. Na condição de campeão dos penas, ele disse que essa função cabe a quem quer seu cinturão, e ele não vê problemas em colocá-lo em jogo contra ninguém.

- Disse isso a semana toda: esses caras são como cupcakes. Eu adoro cupcakes, mas quero novos sabores. Já conheço os sabores antigos, e gosto mesmo assim. Encaro qualquer um. Quando eu tiver acabado com essa categoria, alguns terão meu nome marcado uma vez, outros duas, e outros, se tiverem sorte, terão três. Mas não sou matchmaker. Sou um lutador. Sou o rei da categoria. As pessoas me dizem para desafiar esse ou aquele cara. Por que? Eu sou o campeão, não sou mais um desafiante. Não tenho que sair por aí desafiando ninguém. Vou fazer a luta que o UFC marcar. Recebo qualquer um de braços abertos - concluiu. (Com informações do G1 Combate).