Jovem é preso suspeito de matar homem após briga por molho de pimenta em bar de Anápolis

Segundo o autor, vítima jogou molho nele e não pediu desculpas. Após esfaqueá-lo, rapaz ainda zombou do homem: 'Chama a polícia'

26/12/2017 - 15:10 hs
Foto: (Polícia Civil/ Divulgação)
Jovem é preso suspeito de matar homem após briga por molho de pimenta em bar de Anápolis
Célio Carlos de Moura Júnior é preso suspeito de matar homem após briga em bar de Anápolis, Goiás

O operador de empilhadeira Célio Carlos de Moura Júnior, de 24 anos, foi preso na quinta-feira (14) por matar Laércio Moreira de Godói, 54 anos, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. A Polícia Civil informou que o jovem cometeu o crime porque a vítima deixou cair molho de pimenta no autor.

“Ele alega que a vítima colocou a pimenta na mão e atirou no rosto dele e, dizendo o autor, que a vítima deu um tapa, empurrou, não deu desculpas e começou a confusão. O fato é que foi algo muito pequeno, muito fútil. Era um senhor bêbado, tem coisas que são desconsideráveis”, disse ao G1 o delegado responsável pelo caso, Cleiton Lobo.

O assassinato ocorreu no dia 13 de agosto deste ano, no Residencial Ander. De acordo com a investigação, logo após o acidente com o molho de pimenta, o autor agrediu a vítima. Em seguida, Júnior se deslocou até a casa dele, localizada quase em frente ao bar, pegou uma faca e correu atrás de Godói, que já havia saído do bar e seguia pela Rua Vivian Braga.

Ao alcançar a vítima, o operador de empilhadeira atingiu Godói com várias facadas. Depois, ainda deu chutes e socos contra o homem, que não resistiu aos ferimentos. De acordo com o delegado, Júnior ainda zombou da vítima.

“Depois de esfaquear e agredir, ele ainda falou para a vitima se levantar e chamar a polícia: ‘Chama a polícia agora’. Mas, depois de levar 15 facadas, ele já estava morto”, contou o delegado.

Após cometer o crime, Júnior voltou para casa e ligou para a Polícia Militar para informar o que havia feito. Em seguida, se apresentou à Polícia Civil.

Indiciamento

Com o andamento da investigação, o delegado pediu a prisão preventiva de Júnior, o que foi acatado pelo Poder Judiciário. A equipe do Grupo de Investigações de Homicídio (GIH) prendeu o jovem na quinta-feira (14), mesmo dia da conclusão do inquérito.

O delegado indiciou Júnior por homicídio qualificado por motivo fútil, por impossibilitar a defesa da vítima, que já era uma pessoa mais velha, e por agir com extrema crueldade. (Com informações do G1).