Pastor diz que matou pastora após discussão porque ela queria reatar relacionamento entre eles

Alexandre Silva confessa crime, mas diz que agiu em legítima defesa porque era 'perseguido'; polícia contesta versão. Após prisão, ele mostrou onde enterrou corpo de Ailsa Gonzaga, em Aragoiânia

02/01/2018 - 17:52 hs
Foto: (Paula Resende/G1)
Pastor diz que matou pastora após discussão porque ela queria reatar relacionamento entre eles
Pastor diz que matou pastora após discussão porque ela queria reatar relacionamento

Preso pela morte da pastora Ailsa Regina Gonzaga, de 40 anos, que ficou quase dois meses desaparecida, o também pastor Alexandre Souza e Silva, 47, afirmou nesta segunda-feira (2) que cometeu o crime após uma discussão porque a vítima queria reatar um relacionamento antigo entre eles. O homem afirmou que era “perseguido” e que reagiu porque a mulher tentou matá-lo antes. No entanto, a Polícia Civil não acredita na versão e sustenta que o crime foi premeditado.

"Ela ficava me perseguindo, também me denunciava para a polícia porque era foragido. No dia que a matei, ela entrou no assunto que tinha de viver com ela, falei que não gostava mais dela, e ela tentou me golpear", declarou o pastor durante sua apresentação à imprensa na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), alegando ainda que foi ferido por ela.

Alexandre afirmou que matou a pastora a facadas, mas devido ao estado em que o corpo foi encontrado, somente a perícia vai poder confirmar essa questão.

Segundo a polícia, Alexandre já era foragido da Justiça, desde 2002, por latrocínio - que é o roubo com resultado morte -, em Itumbiara, região sul de Goiás. Ele foi detido na última quinta-feira (28), em Águas Claras (DF). Em seguida, indicou para os agentes onde havia deixado o corpo, em um matagal na cidade de Aragoiânia, Região Metropolitana de Goiânia.