Em meio à crise, Valdeto Ferreira, flerta com aliados, mantêm absoluta maioria na Câmara, e deve demitir centenas de comissionados

Servidores da prefeitura continuam sem pagamento desde outubro, enquanto o prefeito engorda o caixa de aliados e vereadores, despreocupados com o povo

Por Semaias Pereira 05/01/2018 - 13:46 hs
Foto: (reprodução Facebook)
Em meio à crise, Valdeto Ferreira, flerta com aliados, mantêm absoluta maioria na Câmara, e deve demitir centenas de comissionados
Prefeito Valdeto Ferreira

Acuado, e a um passo de ser condenado pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE), em Brasília, o prefeito de Niquelândia, Valdeto Ferreira, tem mantido viva as esperanças, de que é possível reverter o seu julgamento na capital Federal

E como os custos do processo a que responde o prefeito, são altíssimos, a “mala” que subirá de Niquelândia, para Brasília na esperança de reverter o voto de pelo menos quatro juízes da corte eleitoral, está recheada generosos valores. Especialistas, ouvidos pelo portal de notícias primeiraedicao.online, afirmam ser impossível o prefeito reverter, a vexatória condenação no (TSE).   

Desde o mês de outubro, servidores da prefeitura municipal de Niquelândia, estão com salários atrasados, entre esses a grande a maioria, são da educação e saúde. O prefeito “mãos sujas”, codinome que a população atribui ao prefeito, tem reclamado que não tem caixa para se manter em dias a folha de pagamento dos servidores da prefeitura.  Mas o que a população já percebeu é que faltam recursos para se pagar o povo, mas não tem faltado caixa, para manter na equipe de governo pelo menos dois terços dos secretários da atual gestão que ameaçavam desembarcar da base ainda essa semana, mas foram silenciados depois de algumas reuniões com o gestor do município, e com os bolsos afagados pela generosidade do prefeito “ficha-suja”, quase ninguém mais fala em abandonar a barca furada da atual administração

PREFEITO VALDETO FERREIRA MANTEM ALIADOS 

Conhecedor de que é quase impossível reverter à situação política no Superior Tribunal Eleitoral, as estratégias do prefeito de Niquelândia, em manter a grande maioria de seus secretários como aliados, e também manter o controle quase que absoluto sobre a Câmara Municipal de Vereadores, faz parte das estratégias de Valdeto Ferreira, em fazer o seu sucessor, caso ocorra novas eleições já no primeiro semestre de 2018

Alguns nomes são cogitados pelo prefeito, para sucedê-lo, a frente da prefeitura, caso ocorra a casacão da chapa que o elegeu.  O nome mais preferido pelo prefeito, mas que encontra grande resistência de aliados é o da sua primogênita Ana Carolina Veloso Rodrigues, mas pesa contra a filha do prefeito, denuncia do Ministério Público do Estado do Maranhão por organização criminosa, peculato, falsidade ideológica e falsificação de documentos, no município de Pio XII-MA. Outro nome que pode vir como candidato da base aliada ao prefeito, é o advogado Carlos Godoy; e também se cogita o pastor João Dias; Xisto Damas; e próprio Leo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de vereadores e sobrinho do prefeito, e Paulinho do posto, também aparentado do gestor "ficha-suja"

Especialistas ouvidos por nossa reportagem concordam que dificilmente a súcia política do atual prefeito, conseguirá se reerguer em Niquelândia, para fazer sucessores ou eleger aliados. 

CELINO CORREA E O DESTINO DO VICE-PREFEITO

Considerado o melhor vice-prefeito da história política de Niquelândia, pesa em desfavor ao vice-prefeito a sua lenta, articulação política. Todos concordam que a cassação da chapa que elegeu Valdeto Ferreira e Celino Correa, como prefeito e vice-prefeito de Niquelândia; faz justiça ao punir o prefeito pelos crimes de desvio de verbas da educação, relativos a sua administração na década de 1990, mas ao mesmo tempo, pune o vice-prefeito, que é “ficha-limpa”, e foi eleito legitimamente nas eleições de 2016.

Se fosse de punho firme e articulações eficientes, Celino Correa já teria, desvinculado, junto ao Superior Tribunal Federal, a sua imagem do processo que aflige o prefeito “ficha-suja”. Mas o bom companheirismo eleitoral, ainda mantém o vice, na base que apóia o atual gestor. 

Setores organizados da comunidade, afirmam que Celino Correa, tem todas as condições morais e políticas para conduzir a cidade, nos próximos anos, mas para isso teria que abandonar o atual governo, e se posicionar firmemente contra o estrangulamento das finanças do município e passar a ser um porta voz do povo, e caso isso não aconteça, a população pode ser implacável, com o atual vice-prefeito, embora “ficha-limpa”, e considerado um dos melhores vice-prefeitos da história de todo  estado de Goiás, Celino Correa pode ter o mesmo fim de Valdeto Ferreira, e não se eleger nem mesmo a vereador, em futuras eleições.  Prova disso é o ex-vice-prefeito, Zé Antônio, o popular Zé do gole, que foi vice-prefeito, e por se aliar as mazelas daquela administração, não conseguiu nem mesmo uma eleição para vereador. 

VEREADORES E SECRETÁRIOS

Boa parte do secretariado da prefeitura municipal de Niquelândia, estão sem as mínimas condições de desenvolverem o seu trabalho, para o qual foram comissionados. Falta estrutura e recursos em quase todas as secretárias, e pensando em seu futuro político, alguns desses tem ensaiado abandonar o já derrotado moral e politicamente Valdeto Ferreira, mas se esbarram nas tentadores propostas nada republicanas do atual prefeito. 

E na mesma condição encontra-se a quase totalidade dos vereadores do município. Alguns desses estão com os nomes arrolados no portal de transparência, como beneficiados, por pagamentos, referentes a administração anterior. Enquanto faltam recursos financeiros para se pagar os professores e demais servidores públicos, não têm faltado ações e graúdo apoio financeiro na intenção de calar a oposição de vereadores, ao governo que é considerado, o pior de todos os tempos. 

Uma das mais graves acusações contra vereadores da oposição, é que alguns desses, têm mantido vários assessores em gabinete, graças à suave mão do prefeito Valdeto Ferreira, que concordou em pesar ainda mais o caixa da prefeitura, ao custear essas e outras despesas.