Polícia apresenta garota de programa indiciada por matar homem após esbarrão em boate de Goiânia

Segundo corporação, ela estava foragida há quatro anos, foi presa no interior de São Paulo e trazida para a capital goiana

24/10/2018 - 17:11 hs
Foto: Divulgação / Polícia Civil
Polícia apresenta garota de programa indiciada por matar homem após esbarrão em boate de Goiânia
Renata Vermont, de 24 anos, foi apresentada como indiciada por morte de homem em boate de Goiânia

A garota de programa transexual Renata Vermont, de 24 anos, foi apresentada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (24) como indiciada de um homicídio em uma boate de Goiânia. Segundo a corporação, a jovem matou o vendedor Vilmony Mendes Queiroz, de 33 anos, com uma facada no tórax durante uma briga no local após eles se esbarrarem.

De acordo com a Polícia Civil, a transexual era conhecida também pelos apelidos Renatinha Loira, Kimberlly Watts e Karina Best. O G1 ainda não teve acesso à defesa da presa para pedir um posicionamento sobre o caso.

O delegado responsável pela investigação, Hellyton Carvalho, informou que a trans foi presa em Araraquara (SP) e levada para Delegacia de Capturas de Goiânia na terça-feira (23) onde seguia detida até esta tarde. O investigador afirmou que ela não deve ser ouvida porque o inquérito foi concluído e ela já foi indiciada por homicídio.

“Nesses dois anos seguimos monitorando ela por vários estados, mas não havíamos conseguido prendê-la ainda. Até que, através de investigações, conseguimos o endereço exato dela e conseguimos o apoio da Polícia Civil de São Paulo, que cumpriu o mandado de prisão preventiva que havia sido expedido para ela”, explicou.

Segundo Carvalho, o crime aconteceu na madrugada do dia 8 de junho de 2014 quando Renata e Vilmony estavam em uma boate da capital. “Eles teriam se esbarrado e entraram em vias de fato, sendo separados por amigos. Quando a autora estava indo embora a vítima teria puxado ela pelo ombro e ela teria virado já golpeando ele no tórax com uma faca que ela levava na bolsa”, contou.

O delegado disse ainda que o homem morreu no local e a transexual fugiu em seguida. Agora que ela foi presa, se condenada, pode ficar presa por até 30 anos. (Com conteúdo do G1).