Professor é preso em Goianésia suspeito de manter relação sexual com aluna de 13 anos

A delegada responsável pelo caso, Poliana Bergamo, explicou que no dia 05 de novembro o pai da menor procurou a delegacia após descobrir os fatos

22/12/2018 - 02:23 hs
Foto: Divulgação/DEAM
Professor é preso em Goianésia suspeito de manter relação sexual com aluna de 13 anos
Polícia não divulgou o nome do professor

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher - DEAM - de Goianésia cumpriu na manhã desta sexta-feira, 21, mandado de prisão expedido em desfavor de um homem de 30 anos, que seria professor de matemática da rede pública de ensino, por ter mantido relação sexual com uma adolescente de 13 anos.

A delegada responsável pelo caso, Poliana Bergamo, explicou que no dia 05 de novembro o pai da menor procurou a delegacia após descobrir os fatos. Ele salientou que o envolvimento do professor com sua filha, que seria aluna do suspeito, se iniciou via mensagens por meio do aplicativo Facebook, quando ele perguntou para a menina se ela teria coragem de lhe enviar fotos íntimas.

Logo após, o professor, que não teve seu nome revelado pela polícia, passou a assediar a adolescente, perguntando se ela teria coragem de “ficar com ele”. Diante da aceitação, o suspeito teria levado a aluna para um motel da cidade onde consumou o ato.

A delegada explicou ainda que no inquérito policial foram ouvidas testemunhas, que relataram que o professor mantinha uma conduta incompatível com o cargo, vez que se aproveitava para aliciar/assediar as alunas começando com “brincadeiras” de cunho sexual em sala de aula e, após, oferecia notas às alunas que se relacionassem amorosamente (“ficarem”) com ele.

“Os depoimentos colhidos indicam a existência de outras vítimas. As investigações continuarão. Neste caso específico, o acusado foi preso temporariamente pelo crime previsto no Artigo 217-A, estupro de vulnerável, que prevê uma pena de 08 a 15 anos”, destacou a delegada.

Poliana Bergamo esclareceu ainda que “o crime de estupro de vulnerável se configura com a conjunção carnal ou prática de ato libidinoso com menor de 14 anos, sendo irrelevante eventual consentimento da vítima para a prática do ato, sua experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agente”, finalizou.

O caso segue sendo investigado pela DEAM. (Conteúdo do Meganezia).