Deputada Flordelis é uma das investigadas por morte do marido

Anderson do Carmo foi morto no domingo (16). 'Motivação do crime é relacionada a uma questão que envolve a família', diz delegada Barbara Lomba

21/06/2019 - 20:47 hs
Foto: Reprodução/ Facebook
Deputada Flordelis é uma das investigadas por morte do marido
Flordelis e o marido, o pastor Anderson Carmo, morto na casa da família neste domingo

A polícia apura se o assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis, morto no domingo (16), teve mais de uma motivação, além de questões familiares, como revelou a delegada Barbara Lomba, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), em entrevista ao RJ2 nesta sexta-feira (21).

Todas as pessoas que estavam na casa no dia do crime estão sendo investigadas, inclusive a deputada Flordelis, segundo os investigadores.

"Não podemos descartar ninguém que estava próximo da cena do crime. Provavelmente, a motivação do crime é relacionada a uma questão que envolve a família, mas não se sabe de que natureza. Tudo indica que tem relação com as relações familiares, quem convivia com a vítima", disse a delegada Barbara Lomba.

Na quinta-feira (20), a Justiça aceitou o pedido de prisão temporária dos filhos do casal Lucas dos Santos e Flávio dos Santos Rodrigues pela morte de Anderson. Os dois eram apontados como os principais suspeitos e já tinham sido presos no início da semana por possuírem mandados de prisão por outros crimes.

Flávio dos Santos confessou o crime e disse ter dado seis tiros no padrasto. Ele disse ainda que irmão Lucas ajudou a comprar arma usada no crime.

Filho acredita em envolvimento de mãe e irmãs no crime

Um dos filhos da deputada Flordelis (PSD) contou na quinta-feira (20) à Polícia Civil que suspeita do envolvimento da mãe e de três irmãs na morte do pai, o pastor Anderson Carmo. Segundo o jovem, uma delas ofereceu R$ 10 mil ao irmão Lucas dos Santos para matar o pastor.

O RJ2 teve acesso a novo trecho do depoimento do filho de Flordelis. Ele conta que Flávio dos Santos pediu para o irmão guardar um documento de um carro dentro de um cofre no quarto dele em abril deste ano. Lá, ele viu um saco com munição de pistola, a arma usada no crime.

A assessoria de imprensa da deputada Flordelis disse que ela não vai se pronunciar. (Com conteúdo do G1).